quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Sensível ou sensitivo? Terei um filho com super poderes?!

Biju


A minha querida avó Julieta, Ju como todos a chamavam com carinho, desencarnou muito antes do Martim nascer.
Na minha casa nunca houve fotografias dela e o Martim não tinha como a reconhecer.
Quando era pequenino, cerca dos dois anos, sempre disse que via uma senhora andar lá por casa , especialmente quando todos estávamos a dormir.
Eu sempre achei que era imaginação e principalmente ele a sonhar.
Um dia na casa dos meus pais, ele pega num álbum antigo e começa a folhear. De repente começa aos gritos "mãe, mãe é ela!" e eu corri para ver o que se passava.
Quando chego ao pé dele ele diz-me com a cara mais feliz do mundo "Mãe é ela! é a senhora que eu vi na nossa casa!". Apontava alegremente para a imagem da minha avó Ju e dizia-lhe adeus e mandava beijinhos.
Eu fiquei congelada sem reacção, enquanto ele perguntava o nome dela e onde é que ela estava.
O meu marido desvalorizou o acontecido, e sempre que ele falava que tinha visto a avó tentávamos agir com naturalidade.
A verdade é que passado algum tempo ele nunca mais falou no assunto, e agora já crescido continua a dizer que se lembra de a ver mas que nunca mais aconteceu.
Houve outro episódio, também com o Martim e igualmente de deixar os pelinhos dos braços em pé.
A nossa cadela Madalena, ficou doente e como tanto eu como o meu marido estávamos a trabalhar achámos por bem levá-la para a quinta dos meus sogros para estar mais acompanhada e ter uma vida mais livre e animada. Nós íamos lá todos os fins de semana.
Passado algum tempo, sem estarmos minimamente à espera recebemos um dia uma chamada dos meus sogros a informar que a nossa querida bulldog tinha morrido.
Como qualquer dono que adora os seus animais ficámos muito tristes, mas em casa optámos por não transparecer nem dizer nada.
Há noite, quando já estava deitado, começamos a ouvir o Martim a soluçar baixinho.
Fomos até ao seu quarto para perceber o que se passava, e perguntámos o que é que ele tinha.
Ele responde que está a chorar porque têm muitas saudades da Madalena.
Eu e o pai ficámos com um nó na garganta.
Ele nunca tinha tido este tipo de conversa sequer e logo naquele dia estava a chorar com saudades dela.
Pode ter sido coincidência, é claro, mas eu não posso deixar de achar que há qualquer coisa de muito especial no meu menino que me topa a léguas e sabe sempre quando eu preciso de um abraço.
Que é um menino sensível eu não nenhuma dúvida, resta descobrir se também não terá um lado sensitivo que no meio de uma família tão normal e desligada dessas coisas não estará a passar ao lado.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

"Descomplica" O novo livro da querida Sofia Fernandes do Ás 9 no meu blog


Conheço a Sofia de outros Carnavais.
Fora da blogosfera a Sofia é tão querida como as suas palavras que inspiram milhares de seguidores.
Está mesmo sempre a tentar fazer os outros felizes, e consegue!
O blog que se tornou um dos maiores e mais lidos do nosso país, mostra o lado solar de uma pessoa que já passou por muito e encontrou sempre forma de renascer sem nunca perder o sorriso e a capacidade de amar e acreditar.
É um exemplo para mim e para muitos que alegremente encheram a sala da fnac do Colombo para abraçar o seu novo livro "Descomplica".
Eu, como não poderia de deixar de ser, já o estou a devorar com prazer.
São textos de fé, de sorrisos, e de esperança na vida que nos ajudam a olhar para o lado positivo das coisas e a "descomplicar".
Existe na simplicidade da escrita da Sofia uma dança entre o quotidiano e a poesia que nos envolve num abraço quente e demorado onde apetece ficar.
O seu querido livro não precisa de apresentações porque teve entrada directa para os Tops de vendas, ainda assim deixo aqui o meu testemunho sincero sobre este querido livro que é tão bom de se ler.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Livro "Ovelhinha dá-me lã" e sugestão de exploração pedagógica




A semana começa com uma sugestão de leitura para aquecer os dias e noites de inverno.
"Ovelhinha dá-me a tua lã" é da autoria da Isabel Minhós Martins e com ilustrações da Yara Kono e foi editado pela Kalandraka.
Toda a história anda à volta de um menino, que como têm frio vai pedir à ovelhinha para lhe dar a sua lã para que ele possa fazer uma camisola, um casaco, um gorro, umas luvas etc...
Contei esta história aos meninos da minha sala de um ano e ele gostaram imenso.
Há medida que a história se ia desenrolando e o menino dizia para que queria a lã ,eu ia perguntando:
-"Quem é que têm uma camisola?", "É quentinha?", "É fofinha?"
Eles iam respondendo e apontando para as suas camisolas, meias etc... e quando não tinham diziam que não tinham e ficavam a olhar ou a tocar no sitio que deveria estar essa peça de roupa (para as mãos quando falávamos nas luvas, por exemplo).
Esta é uma forma de estimular a aquisição de vocabulário, mesmo os que ainda não verbalizam apontam para a peça de roupa o que mostrava que sabiam fazer a correspondência entre o nome e o objecto.
Foi engraçado ver como ficaram com pena da ovelhinha que ia ficando sem lã, e gostaram de vê-la vestida a usar gorro e cachecol para se aquecer.
É um bom livro para trabalhar o inverno, o frio e o vestuário da época.
Para completar eu convidei-os a explorar restos de lãs coloridas e expliquei que aquelas lãs vinham de outras ovelhinhas como na história.
Para completar desenhei uma ovelha e perguntei-lhes se queriam voltar a dar a lã à ovelha para ela não ter frio. Todos responderam que sim e então colámos a lã no desenho.
É uma atividade simples mas que lhes proporciona uma experiência sensorial interessante quando sentem a textura da lã, promove a atenção e a precisão do movimento assim como a motricidade fina.
Vou continuar a trabalhar esta história durante toda a semana, e amanhã vou trazer peças de vestuário de lã para explorarem livremente.
Espero que tenham gostado da dicas de leitura e das sugestões de exploração pedagógica da história.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Trocar castigos por horas de meditação


É inevitável que as crianças facam disparates e que muitas vezes nos tirem do sério.
É mais fácil lidar com crianças pequenas, que a meu ver ficam mais sentidas com as palavras que dizemos e a expressão facial que utilizamos para chamar a atenção quando não se portam da melhor maneira. 
Já os mais crescidos, gostam de desafiar e de tentar ver o nosso lado lunar...
Nem sempre é fácil manter a calma e a razão quando do outro lado temos um gaiato a fazer troça do que dizemos e muitas vezes a achar graça ao facto de estar a ir para o lado errado.
O meu filho Martim por exemplo, não é mal criado mas sempre foi muito conversador. Durante a primária ficou muitas vezes de castigo sem ter intervalo para a brincadeira. Compreendo que essa era a solução que a professora achava correcta, mas a meu ver só piorava a situação. Ao ficar na sala a fazer uma cópia ou apenas a olhar para as moscas, acabava por ficar mais cansado e sem paciência para as aulas, não tinha momentos de descompressão e voltava a cair na tentação de conversar com os colegas. Como este exemplo há vários, e quase sempre observo que os castigos em nada resolvem os problemas. Mesmo como mãe, tenho-me dado conta disso exactamente. Os castigos na grande maioria das vezes só servem para aumentar a frustração da criança.
Em casa tenho optado por me acalmar primeiro (geralmente canto o Kumbaya e os meus filhos acham graça e acabam por alinhar) e depois sentar-me tranquilamente a conversar sobre o sucedido. 
Quase sempre são eles que fazem a análise e acabam compreender que erraram e pedem desculpa.
Quando vi este video fiquei maravilhada com esta ideia de trocar castigos por horas de meditacão.
Faz sentido! Os resultados só podem ser positivos e com isto estaremos a educar não só crianças mais bem educadas, mas também mais calmas e conscientes.
Vale mesmo a pena conhecer e partilhar esta ideia com pais e educadores.
Queremos crianças felizes nas nossas escolas, e isso passa por as respeitarmos mesmo quando elas ainda não conseguem nos respeitar a nós. 


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Sobre o aceitar...




Ás vezes não é fácil saber o que está certo ou errado na maternidade.
Os filhos não vêem com manual de instruções e existe sempre quem nos venha criticar e dizer que no nosso lugar fariam melhor. 
Mas não estão no nosso lugar. 
O nosso lugar é nosso e só nosso, e ninguém o pode  tomar.
Podemos errar por vezes, mas esse erro vêm do amor. 
Há que aceitar sem culpa que além de mães somos apenas humanas, e tentamos o nosso melhor.
Haverá dias em que o nosso melhor não chega. Nesses dias há que respirar fundo e ouvir o coração.
Haverá dias em que o nosso melhor continuará a não chegar, mas na grande maioria das vezes o nosso melhor será a quantidade precisa e exacta.
No fim, ter a certeza que demos o nosso melhor sempre.
O resto o amor resolve.

 
 

Montessori - iniciação à escrita


A Camila acabou de fazer quatro anos.
Está por isso a começar a dar valor às palavras escritas. No outro dia disse que ainda não sabia escrever sozinha o seu nome, então lembrei-me deste jogo/exercício de iniciação à escrita com influência Montessori.
Quando comecei a preparar a atividade pensei que talvez ela ainda não fosse achar graça e que quisesse desistir a meio, mas na verdade aconteceu exactamente o contrário. Ao fim da primeira folha pediu para fazer mais com os nomes de toda a gente cá de casa.
É mesmo muito simples de fazer.
Basta que escreva o nome da criança em letra maiúscula e coloque traçinhos de uma cor diferente por baixo de cada letra.
Em baixo, volta a escrever o nome mas sem a primeira letra, mas coloca todos os traçinhos na mesma. 
Na linha de baixo já vai deixar dois traçinhos em branco e escrever o resto do nome, e assim sucessivamente a ter uma linha só com traçinhos e nenhuma letra do nome. 
A ideia é a criança ir completando os espaços com as letras em falta até conseguir escrever a palavra completa sozinha.
Com esta brincadeira, além de estar a trabalhar, obviamente, a escrita e a motricidade fina, também está a trabalhar a concentração e a atenção assim como o raciocínio lógico.
Quando acabou de escrever todos os nomes, a Camila pediu para continuar a escrever outras palavras inusitadas como hipopótamo,triciclo ou pum ... e ria-se sempre imenso no fim de cada uma!
Acho uma atividade óptima para quando precisamos que eles se acalmem um bocadinho e fiquem ali sentadinhos a escrever enquanto nós tentamos fazer as mil e uma tarefas diárias que uma casa de família exige!


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O livro de hoje é .... "Enamorados"



Comprei este livro quando ainda era actriz e estava longe de ser mãe e mudar de vida para me dedicar totalmente à educação.
Comprei-o em Barcelona quando lá morava, numa das minhas visitas intermináveis à fnac onde passava imenso tempo a folhear os livros infantis e a apreciar as ilustrações.
Foram as imagens que me chamaram primeiramente à atenção, mas a história também me encantou.

"Como é estar enamorado?"  pergunta  Salomé à mãe.

Eu adorei as duvidas da filha e as explicações da mãe, porque o amor é mesmo uma coisa confusa e difícil de decifrar ao inicio.
Pode ser facilmente confundido com o seu oposto e fazer o corpo doer como uma gripe.
E um beijinho pode mesmo aquecer mais o coração que uma chávena de chá a ferver.

Fiz o teste com os meus filhos e perguntei-lhes o que era o amor.
A Camila está cheia de certezas e responde:
-"São os namorados que dão as mãos no comboio e brincam e quando forem grandes vão casar e dar beijinhos...também é a mãe e o pai!"
Já o Martim....humm.... está na fase em que só a palavra lhe dá "nojo" mas ao mesmo tempo o faz sorrir...
Está para breve o dia em que o vou ver apaixonado.
Só espero que o amor o trate bem.





My Valentine


Dizem que hoje é o dia do Amor (e da rádio que em certa parte é um complemento ao amor, muitas vezes sendo a sua banda sonora).
Nesta imagem estão os meus.
Não sou a mais romântica das criaturas nem tenho o casamento perfeito.
Somos os dois casmurros e de língua solta o que nos proporciona muitas e estridentes discussões.
Ficamos muito zangados e já nem nos podemos ver.... passado uns minutos já estamos a falar como se nada fosse.
Não somos fingidos e quando estamos amuados toda a gente nota. Mas somos verdadeiros, no verdadeiro sentido da palavra.
A nossa família é a nossa grande prioridade e nisso somos iguais.
O nosso amor revela-se nas pequenas coisas do dia a dia, que quando olhamos melhor se revelam gigantes.
Não somos perfeitos, mas estamos sempre lá um para o outro.
Um por todos e todos por um...sempre!


domingo, 11 de fevereiro de 2018

O Carnaval e eu .... e a pirosa da minha filha!



Eu sempre gostei do Carnaval.
Quando era pequena tinha imenso desgosto por a minha mãe me vestir sempre com fatos que alguém lhe emprestava que nunca eram nada do que eu sonhava! 
Lembro-me de ter cerca de quatro anos e estar vestida de campino... 
Ora bem, quem é que com quatro anos acha graça a estar vestido de campino?! Ainda mais menina?!
Posso dizer em seu defesa que há 30 anos atrás não era tão fácil encontrar fatos no chinês como hoje em dia, até porque não havia lojas do chinês! 
Na adolescência já me vestia eu, e com máscaras mais elaboradas. Houve um ano em que o meu grupo de amigas decidiu mascarar-se de equipa do Sporting, e eu como tinha a mania que era engraçada fui de bola de futebol. Com um fato maravilhoso, mesmo (se fosse hoje em dia nem precisava de fato). Fomos para o antigo T-club epassei a noite a fugir de gajos bêbados que me queriam pegar ao colo, mandar ao ar e dar pontapés...uma noite animada portanto!
Quando estive grávida do Martim, mascarei-me pela ultima vez. Fui de Lobo Mau que já tinha comido a avózinha e o meu marido mascarou-se de Capuchinho vermelho. Foi uma noite tão divertida onde dancei a noite inteira apesar da barriga pesada e dos pés inchados.
Hoje como mãe adoro mascarar os meus filhos e tenho imensa pena que eles não escolham fatos mais divertidos e criativos. 
Adorava ver a Camilinha vestida de Sushi ou de avózinha, mas ela quis ir de Minnie ... e foi. 
Eu sei que poderia proibir e obrigá-la a vestir uma roupa que eu escolhesse, mas depois estaria a ser como a minha mãe e ela iria sentir-se como um dia eu me senti vestida de campino enquanto as minhas amigas usavam lindos vestidos de princesa e tiaras brilhantes compradas no chinês.
Por isso, lá em casa o Carnaval não é nada criativo, mas é feliz...ahhh isso é!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

"Na Floresta das Máscaras"




Este é a nossa sugestão de leitura (e brincadeira) para este período do Carnaval.
Com a chegada do caçador à floresta, os animais precisam de se proteger e aos seus filhotes
À medida que a história avança vão aparecendo novos animais, e cada um deles está representado por uma linda máscara que se destaca do livro permitindo ao contador da história vestir a pele de cada uma das personagens. As características próprias de cada animal vão ajudá-lo a escapar da caça e a enganar o caçador!
É da editora Gatafunho e irá deliciar a criançada.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Hoje é dia de sonhar...

Hoje é dia de Euromilhões.
Ouvi dizer que são mais de 100 milhões e eu penso que no mínimo deveria sair a 100 pessoas, eu incluida.
Sou daquelas pessoas que gosta de sonhar com o que poderia fazer se a sorte batesse à porta (apesar de nunca jogar).
Comprava uma casa com jardim e espaço para fazer uma horta. 
Gosto de imaginar os miúdos a brincarem à solta no exterior enquanto eu espreito pela janela.
Imagino que poderíamos acordar sem despertador e que todos os dias fossem de brunch em vez de pequeno almoço.
Imagino uma capoeira bonita onde todos os dias ia recolher ovinhos frescos, e uma laranjeira generosa que nos fornecia vitamina C durante todo o ano.
Ia à Eurodisney e em seguida aproveitava as malas já feitas para dar a volta ao mundo. O que podia ser melhor para os miúdos do que verem e saborearem o máximo de culturas possíveis? 
Dedicava-me em exclusivo à família e fazia do amor a minha única preocupação.

Sensível ou sensitivo? Terei um filho com super poderes?!

Biju A minha querida avó Julieta, Ju como todos a chamavam com carinho, desencarnou muito antes do Martim nascer. Na minha casa nunca h...