terça-feira, 31 de maio de 2011

Bolachas coloridas em caixa de pasteleiro o presente perfeito!

Deliciosas e mais saudáveis, as bolachas caseiras fazem as delicias de toda a família.
No outro dia, fiz umas bolachinhas amorosas com o meu filho para presentear a avó paterna que fazia anos.
Faça com os seus filhos uma caixa de pasteleiro.
Utilize papel manteiga, que lhe confere um ar mais "rústico" e deixe os seus filhos decorar com lápis de cera.


A caixa de pasteleiro:








As bolachas:

500g de farinha sem fermento
200g de açucar
200g de manteiga
2 ovos

Com a batedeira, misturar bem o açucar com a margarina. Adicionar os ovos 1 a 1 até obter um creme fofo. Juntar a farinha de uma só vez. Estender a massa com o rolo de cozinha até ficar +/- com meio cm de espessura.
Para dar cor e torna-las mais divertidas misture na massa dragueias coloridas (vende-se em tubos nos supermercados)
Fazer pequenas bolas e envolver em açúcar em pó. 
Levar a cozer em forno pré-aquecido cerca de 10/15 min.






segunda-feira, 30 de maio de 2011

A noite escura de Bruno Munari






Finalmente chega a Portugal o título Na noite escura, de Bruno Munari. Um livro que comunica visualmente com o leitor, sem implicar necessariamente a palavra.

Um livro que é o resultado de vários processos de experimentação e que torna o leitor um agente da narração através da sua relação com os materiais que o constituem: o papel negro como representação da noite, o papel vegetal que traz o nascer do dia e o papel reciclado que leva ao interior de uma gruta através de um cortante.

Um grande marco na história do livro infantil, da autoria de um dos mais influentes designers do século XX, editado pela primeira vez por Giuseppe Muggiani em 1956.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Proposta para o fim de semana II





Nos dias 28 e 29 de Maio, a Festa da Criança é no Museu da Electricidade, em Lisboa, e promete muita animação e diversão durante dois dias inteirinhos! O SAPO também vai lá estar juntamente com os seus amiguinhos.

Das 10h00 às 18h00 tens mil e um motivos para estar entretido: 
- Brincadeira reciclável (Oficina do brinquedo);
- Espaço cozinha; 
- Energia Solar (aprende tudo sobre fornos e carrinhos solares);
- Parque de insufláveis (quem resiste a dar uns saltos?!);
- Espaço experiência;
- Espaço "Nós e os Animais";
- Espaço Palco (onde o teu amigo Panda irá dar-te música, entre outros artistas).


* 3.50 euros

Proposta para o fim de semana I

WORKSHOP INFANTIL "CARACOL, CARACOL PÕE OS PAUZINHOS AO SOL!" 28 E 29 DE MAIO, ÀS 15H-gratuito 


Para comemoração do Dia Mundial da Criança, o Oeiras parque e a VAC propõem um atelier infantil denominado "Caracol, caracol põe os pauzinhos ao sol!".

Sabia que o caracol não gosta de pôr os "pauzinhos" ao sol?
Assim, evita o calor e a secura do sol para manter o seu corpo húmido.

Esta e outras curiosidades sobre a vida dos caracóis podem ser descobertas durante uma actividade que recria o habitat de várias espécies de caracóis e explica os seus hábitos.

As mascotes Mel e Kiko estarão também a oferecer, aos Meninos e Meninas que participarem, um livrinho que aborda alguns segredos de bichinhos do campo ou do jardim, e que levará adultos e crianças a viverem aventuras de descoberta com base em pequenos animais da fauna portuguesa. 

Small wonderland :)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Bonecos de pom pom



Depois de fazer com os seus filhos os pom pons, deixe solta a imaginação e façam em conjunto nascer divertidos bonecos!
Use feltro para fazer olhos, boca, nariz e algum pormenor que queira conferir ao novo amigo do seu filho. O feltro é muito fácil de utilizar, dá para cortar com a tesoura de papel, não desfia e não deforma e é possível comprar em qualquer retrosaria ou loja de tecidos em todas as cores do arco-íris.


Como fazer um pom pom


É muito fácil fazer um pom pom, mas para os mais esquecidos deixo aqui este video que encontrei no Youtube que ensina passo a passo!

Pom pom








Os pompons são tão extravagantes e divertidos que se pode facilmente transformar em elementos decorativos para dias especiais.
Podem ser grandes, pequenos, de todos os tamanhos e ficaram bem em qualquer festa! 
 As crianças vão amá-los em cores como azul, rosa, amarelo, roxo, branco e para elas será muito divertido fazer um pom pom bonitinho também. 
A melhor parte é que se pode criar esses pompons de qualquer material,  papel, restos de tecidos, fios... Eles são maravilhosos!

Como somos ainda um blog recém-nascido, pedimos a todos os que gostam de nós para nos apresentarem aos amigos!

Obrigada

Barquinhos de nós


Não são um amor estes barquinhos? 
Uma casca de Noz partida ao meio( limpar bem para evitar que fiquem restinhos de noz).
Derramar chocolate derretido para dentro de cada metade.
Meter no frigorífico.
Antes que o chocolate solidifique totalmente espetar um palito de maneira a que fique na vertical.
Cortar pedacinhos de papel colorido para transformar o palito em bandeirinha na altura de servir!

Não precisa de esperar pelas festas de aniversário, qualquer dia é bom para servir ao seu filho uma sobremesa especial e divertida! 
Experimente e prepare-se para os sorrisos :)


terça-feira, 24 de maio de 2011

Mila dreams

Uma mãe criativa que na tentativa de adivinhar os sonhos da sua bebé durante as suas sestas, foi inventando ambientes e cenários incríveis com roupas, toalhas, lençóis...e fotografando tudo!
Criou um blog onde foi partilhando os sonhos da pequena Mila e com ela fez sonhar milhões de pessoas por todo o mundo!









Plasticina "envernizada"






Brincar com plasticina é sempre uma actividade divertida, que não requer grande preparação prévia, a não ser a compra da própria plasticina no caso de já não ter em casa.
É um material muito em conta e encontra-se facilmente em qualquer supermercado ou até mesmo na loja dos chineses (neste ultimo espaço eu não aconselho a compra porque por experiência própria a plasticina é mais mole que as outras e têm tendência a derreter).
As crianças adoram construir e destruir vezes sem conta as suas obras de artes, até ficarem "apaixonadas" por uma das suas criações que se recusam a voltar a desmontar.
Para estes casos uma sugestão é passar cola branca por toda a peça feita pela criança, isto vai dar-lhe a resistência e a textura brilhante de um verniz e vai impedir a perda de cor.


Uma boa ideia para as meninas é fazerem peças para pulseiras e colares :) 

domingo, 22 de maio de 2011

Contar histórias




Adoro histórias, adoro contar histórias e ouvir contar histórias.
Tive a sorte de ter uma bisavó que me contava as histórias mais fantásticas á noite, sem receio dos medos e angustias que aquelas histórias me pudessem oferecer.
Tive medo sim, muitas vezes, mas hoje lembro-me com um sorriso daquelas noite à janela e a sua maneira doce de contar...
É uma arte, não é tão fácil como pode parecer a primeira e há profissionais brilhantes!
Fica aqui uma sugestão para quem quiser aprender um pouco mais sobre contar histórias:
  


No ano de 2005 o Cancioneiro em conjunto com o Instituto Piaget organizou um Workshop de “Contadores de Histórias”. O sucesso foi grande e registámos vários pedidos de uma nova edição. Tendo em conta toda a conjuntura económica que atravessamos e pensando que continua a ser um tema pertinente e requisitado pela população em geral, gostaríamos de apresentar esta pequena formação baseada nos temas do conto tradicional e da leitura.

Um contador forma-se com o exemplo, a escuta, os valores da partilha, do respeito. As palavras que escolhemos para serem ouvidas chegam-nos através de três pessoas que têm um longo percurso com os contos. A partilha das suas práticas irá engrandecer a nossa prática.

Convidámos Maria Teresa Meireles, investigadora na área dos contos tradicionais que fará uma formação de três horas subordinada ao tema: “Conto, Contadores e Imaginário Tradicional”.

Convidámos Mafalda Milhões, livreira (Livraria Histórias com Bicho – Óbidos), contadora, mediadora de leitura, que fará uma formação subordinada ao tema: “Intimidades na leitura”. Como livreira a Mafalda irá trazer-nos alguns livros para venda. Todos eles são livros teóricos ligados ao tema da leitura, dos contos, de autores presentes na formação (Maria Teresa Meireles e Nicolás Buenaventura Vidal).

Em conjunto com a Escola Ensino Básico Vale do Rosal organizámos a vinda de um contador colombiano-francês – Nicolás Buenaventura Vidal. Integraremos o espectáculo do Nicolás na formação e optámos também por abri-lo ao público em geral, a um preço simbólico de 5€.

NICOLÁS BUENAVENTURA VIDAL

Licenciado em Arte Dramática pela Universidad del Valle, Colômbia, Nicolás Buenaventura Vidal provém de uma família de artistas de várias gerações, sendo filho do escritor e encenador Enrique Buenaventura. Realizador de cinema, guionista e contador de histórias, Nicolás tem visto, desde 1989, a sua obra ser distinguida com vários prémios na Colômbia e na Europa. É autor dos livros “Cuando el hombre es su palabra (1996)”, “Mitos de creación op. 7 sonata en catorce movimientos (1998)”, “Amaranta porqué (1998)”, “A contracuento (1999)” e “Cuando el hombre ES su palabra e otros cuentos (2002)”.Nicolás Buenaventura Vidal já contou histórias nos cinco continentes, perante audiências de todas as idades. É um contador de renome, que dedica a sua vida a contar em vários países, em prisões, favelas, teatros, que também faz cinema por todas as partes do planeta. Com dois livros editados

28 de Maio (Campus universitário de Almada):

10-13h – Maria Teresa Meireles "Conto, Contadores e Imaginário Tradicional"

15-18h – Mafalda Milhões "Intimidades na leitura"

9 de Junho (Campus universitário de Almada) - espectáculo aberto ao público (5€)

19-20.30h narração de contos com Nicolás Buenaventura Vidal

Inscrições:

30€ - público geral

15€ - alunos do Instituto Piaget, funcionários do Instituto Piaget e Nuclisol, monitores AEC e CAF contratados pelo Instituto Piaget

5€ - espectáculo de Nicolás Buenaventura Vidal

Local:
Instituto Piaget – Campus Universitário de Almada

Informações:
(21 294 62 63)
cancioneiro@almada.ipiaget.org
ritalourencoalves@hotmail.com

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dona Mangueira


Este fim de semana vai estar muito bom tempo!
Se tiver um pequeno jardim, um terraço ou mesmo uma varanda aproveite o calor e apresente aos seus filhos a Dona Mangueira!! 
Eu sei que não é o mesmo que uma piscina, mas é tão divertido :)

No trilho da suspeita – Actividade infantil em Oeiras



As crianças após assistirem ao filme «Suspeita» ( um filme de animação Português genial, que ganhou vários prémios internacionais) são desafiadas a pesquisar o assunto que mais as interessou no enredo do filme. Actividade sujeita a inscrição, destinada a crianças do 1º, 2º e 3º ciclo do ensino básico. 

Biblioteca Municipal de Oeiras – Espaço infantil 
Sextas-feiras, dias 7, 14, 21 e 28 de Maio às 14h00. 
Mais informações pelo telefone: 21 440 63 30/40.

Entrada livre.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pedras no caminho...



Já diz o velho ditado "Pedras no caminho, guardo-as todas um dia vou construir um castelo". Eu também guardo uma grande parte das pedras que aparecem no meu caminho, mas prefiro transformá-las em bonecos!
Não ficam giras?
Não há nada mais fácil:

1º- apanhar pedras.
2º- Lavá-las bem. 
3º- Pintá-las com tinta acrílica, ou mesmo com marcadores.
4º- Enverniza-las.

Eu e o M. gostamos de brincar com estas personagens, trocar os corpos e ver como cada cabeça encaixa nos vários corpos. Damos-lhes nomes, personalidade e muitas vezes até lhes oferecemos fabulosas casas de cartão!
Um boa ideia é ir recolhendo nas várias férias e ir escrevendo a data e a origem das pedras na parte de trás.
Se as trouxer de outro país, confira às personagens características do seu local de Origem.
Podem também servir de decoração! :) 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bici mamã


Que bela bicicleta, adora ter para passear com o M. por todo o lado :)

Mercados Biológicos

Mercado tradicional Peixe no mercado tradicional


Adoro os mercados. 
É um óptimo passeio para se fazer com  crianças, que podem aqui ter contacto com um outro tipo de comercio sem ser os habituais supermercados e centros comerciais.
Nos mercados Biológicos muitas vezes temos o prazer de conhecer pessoalmente os produtores, recebemos dicas de confecção e truques de conservação tradicional.
Podemos usar estes passeios com as crianças para inúmeras aprendizagens:
-Aprender o significado de Sazonalidade.
-A época de cada fruto.
-Sentir os cheiros dos produtos frescos.
-Ver as cores dos alimentos.
-Perceber se certo alimento vêm da árvore, da terra ou de um animal...


As possibilidades não têm fim, quando chegar a casa pode pedir à criança que faça um desenho sobre o que mais gostou no mercado!


Todos os sábados, das 11h00 às 18h00, realiza-se no Jardim Visconde da Luz, em Cascais, o Eco mercado. Trata-se de um mercado local que promove e defende a ecologia. Para além de divulgar o  consumo sustentável de produtos alternativos locais e ecológicos, o Eco mercado conta ainda com a presença de artistas locais.


Todos os sábados, o Jardim do Príncipe Real recebe um mercado biológico que traz aos 
lisboetas uma imensa variedade de produtos hortícolas e outros. A iniciativa resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Agrobio. Para além das habituais frutas e hortaliças frescas, aqui encontra cereais, azeite, pão, vinho, etc., produzidos de acordo com os critérios da agricultura biológica.


  

terça-feira, 17 de maio de 2011

cosleeping


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É um assunto controverso mas que vai ganhando muitos adeptos pelo mundo fora.
Muitos têm vergonha de admitir, outros afirmam orgulhosos que partilham a cama com os filhos.
Eu acredito que cada família é um mundo, e que não há regras universais de como criar um filho.
O que resulta para uma criança e sua família, pode não resultar para outra!
Apesar de não achar mal nenhum e de adorar adormecer agarrada à minha semente, fico dividida quando me falam da autonomia da criança e de como ter uma cama sozinha lhe pode levar ao auto-conhecimento e maior independência...


Deixo aqui um artigo sobre o assunto, escrito por uma especialista e publicado na revista "Pais e filhos".
Se quiserem partilhar as vossas experiências e opiniões sobre o assunto iria gostar muito de saber o que outros pais pensam.



Em casa de Natália Fialho vivem quatro pessoas, mas existem apenas duas camas. Uma de solteiro e outra de casal. Ambas estão no mesmo quarto, uma ao lado da outra. Juntas, formam uma só cama tamanho gigante. Há também uma cama de grades num dos quartos da casa, mas ninguém lhe dá muito uso. A família – pai, mãe e dois filhos pequenos – dorme toda junta desde o nascimento do primeiro bebé. Sem culpas e sem medo. Por opção. «Li muito sobre a partilha do sono entre pais e filhos durante a primeira gravidez. Como queria amamentar prolongadamente, e esta é uma das formas de facilitar o aleitamento, percebi que dormirmos todos juntos seria a melhor solução.» Em nome da amamentação, mas também do descanso, afirma Natália. «Os bebés que mamam acordam mais vezes durante a noite. Custa muito sair da cama para dar de mamar. É mais fácil se o bebé estiver junto a nós.»

O filho mais velho, Fernando, de três anos, ainda dormiu umas noites no berço, mas chorava de cada vez que se via sozinho sem o calor da mãe, por isso Natália e o marido decidiram pô-lo a dormir perto deles, na mesma cama. Quando a segunda filha nasceu, o seu destino nocturno foi o mesmo, a cama dos pais. Agora eram quatro. O espaço encolheu. Natália e o marido decidiram, por isso, colocar uma cama de solteiro junto à cama de casal e formar um leito king size para toda a família. E assim dormem todas as noites. Catarina tem 10 meses e mama sempre que lhe apetece, Fernando também. Natália não dá conta de quantas vezes dá de mamar aos filhos durante a noite. Está sempre meia a dormir. Os miúdos mamam e voltam a adormecer rapidamente. As noites, diz, passam-se tranquilamente. Quanto à relação entre marido e mulher, nunca saiu afectada pelo sono em família. Natália resume: «Há outras divisões na casa!»

O aumento crescente do número de adeptos do cosleeping levou já a que especialistas cujo nome é sinónimo de credibilidade, como o médico Richard Ferber, guru norte-americano do sono pediátrico e outrora crítico frontal da partilha da cama entre pais e filhos, revissem as suas teorias. Em meados dos anos 80, Ferber publicou um livro - «How to solve your child’s sleep problems» (Como resolver os problemas de sono do seu filho) - por muitos considerado uma bíblia, onde espelhou o pensamento dominante sobre o sono dos bebés: para que consigam ver-se como seres independentes, as crianças precisam de aprender a dormir sozinhas.

Numa entrevista recente à Newsweek, por altura da reedição do livro, o médico, actual director do Centro das Perturbações Pediátricas do Sono do hospital pediátrico de Boston, afirmou que aquela é uma frase que gostaria de nunca ter escrito: «Era a ideia que dominava na altura, não era sequer a minha experiência nem a minha filosofia.» As coisas mudam e Ferber defende agora que, «desde que resulte», cada família sabe o que é melhor para si em termos de rotinas de sono. Se a escolha recair sobre o cosleeping, muito bem, senão, muito bem na mesma.

«AS REGRAS NÃO SERVEM PARA TODOS»

Mas o estigma contra a partilha da cama é forte. Natália não se alonga demasiado sobre o assunto com o pediatra que acompanha os filhos, mas sabe que ele não gosta muito da ideia. Nada que a faça duvidar do seu instinto: «Ninguém gosta de dormir sozinho, não está na nossa natureza.» Muito menos as crianças, defende. «Dormir com os pais dá às crianças uma sensação de segurança que acho que é fundamental elas terem.» De resto, tudo se resume a uma escolha pessoal: «Quero estar disponível para os meus filhos, sempre.» Noites incluídas. Natália não acredita que o cosleeping possa ter consequências negativas: «Eles não vão querer dormir a vida toda connosco… Um dia vão tornar-se totalmente independentes. É o correr normal das coisas.»

Pôr um bebé a dormir com os pais é ou não um erro do ponto de vista educacional? De todo, diz Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia. Pode até ser a solução para alguns problemas. O médico dá o exemplo dos bebés irritáveis ou difíceis de acalmar. Dormir com os pais é, por vezes, o caminho para a tranquilidade. Esse é, aliás, um dos conselhos terapêuticos que frequentemente dá quando lhe surgem casos desses.

O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece Pedro Caldeira da Silva. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» Cada bebé é um bebé, diz o médico, e há bebés que «para se sentirem bem, precisam de dormir com os pais.» Outros não. É por isso que Pedro Caldeira da Silva raramente dá conselhos sobre o sono das crianças. «O que eu digo aos pais é: conheça o seu bebé.» Tal como os adultos, «as crianças têm necessidades individuais e características diferentes. Nenhuma regra serve para todas.»

Desaconselhar (ou aconselhar!), genericamente, o cosleeping é, por isso, simplista. «Os especialistas metem-se muito onde não são chamados, inclusive na cama dos pais. Há muitas maneiras de adormecer um bebé.»

EM NOME DE UMA AMAMENTAÇÃO DE SUCESSO

A médica de família Celina Pires, impulsionadora de um programa para a promoção do aleitamento materno no Centro de Saúde de Belmonte, onde trabalha, partilha da mesma ideologia: «Não dou receitas, cabe a cada família decidir como quer dormir.» Celina Pires conhece bem o fenómeno do cosleeping. A taxa de amamentação das utentes do CS Belmonte é elevada. Para facilitar o processo, muitas mulheres decidem dormir junto dos seus bebés. «É mais fácil conciliarem os despertares nocturnos», explica a médica, autora também do primeiro site português sobre amamentação (www.leitematerno.org). Com os sonhos em sintonia, mãe e bebé entendem-se quase sem dar por isso e a amamentação decorre sem que ambos estejam completamente despertos. «As mães que partilham a cama com os seus bebés têm tendência para dar de mamar durante mais tempo: as crianças mamam mais frequentemente e, assim, estimulam a produção de leite das mães», explica Celina Pires.

Dormir em família em nome da amamentação e do repouso, portanto. «Estudos sobre o sono demonstram que as mães que partilham a cama com os seus bebés têm um sono mais longo e mais reparador», esclarece a médica. Por seu lado, «os bebés que dormem com as mães têm menos episódios de apneia: devido à proximidade, é mais fácil detectar quando alguma coisa não está bem.»


A atitude negativa da sociedade em geral e dos profissionais em particular sobre o cosleeping não tem fundamento científico, explica Celina Pires, acrescentando: «É um desejo legítimo querer dormir com os filhos e, excluindo situações de potencial risco para a morte súbita, não há razão nenhuma para que não se possa fazê-lo.»

O RECEIO DA MORTE SÚBITA

Ainda assim, autoridades científicas como a Academia Americana de Pediatria (AAP) desaconselham a partilha da cama entre pais e filhos. A posição tem mesmo endurecido ao longo dos últimos anos, sobretudo desde que, em 1999 a Comissão de Protecção dos Consumidores nos EUA emitiu um comunicado a alertar para o risco de sufocação dos bebés quando estes dormem com os pais. A Comissão justificava a medida com os resultados de estudos que haviam estabelecido um risco maior de morte súbita quando os bebés dormem com os pais na mesma cama. Celina Pires questiona esta relação: «Esse risco é importante quando algum dos adultos que dorme com o bebé é fumador. No entanto, quando nenhum dos pais fuma e o bebé tem mais de oito semanas, o risco é insignificante.»

Que dizer, então, dos estudos nos quais a AAP se baseia para desaconselhar o cosleeping? «Nem todos os estudos avaliaram o consumo de álcool ou drogas por parte dos adultos, assim como não fizeram a distinção entre dormir em ambientes seguros ou inseguros, como os sofás, que já está demonstrado serem um factor de risco para a morte súbita», explica Celina Pires. Além disso, as investigações que existem «demonstram a associação entre duas variáveis [dormir com os pais e morte súbita do bebé], mas não podem definir um nexo de causalidade.»

Isto mesmo defende um dos investigadores norte-americanos com mais créditos na área do cosleeping, James McKenna, professor na Universidade de Notre Dame e director do Laboratório Comportamental do Sono Mãe-Bebé da mesma instituição. Dormir na cama dos pais não pode ser considerado, por si só, um risco, diz McKenna. É preciso ter em conta os contextos individuais. O investigador critica o discurso negativo instituído sobre o cosleeping: «Dormir em família pode ser uma decisão responsável, reflexo da forma como os pais querem alimentar os seus bebés e maximizar o seu bem-estar», escreveu numa revisão científica recente sobre o assunto.

«NÃO QUERO SALTAR ETAPAS»

Margarida Marques também dorme perto da filha desde o primeiro dia. Ainda a colocou no berço quando chegou da maternidade, mas, por alguma razão que não sabe explicar muito bem, intuição talvez, aquela imagem não lhe pareceu correcta. Levou-a, então, para a cama grande e aninhou-a junto de si e do marido. Dormiram assim durante os primeiros seis meses de vida da Inês. Depois decidiram pô-la numa cama de grades encostada à cama de casal. Puxaram um dos lados para baixo e engendraram uma cama grande, com espaço para todos dormirem à vontade.

Nunca consideraram que esta opção prejudicasse a relação entre ambos. É um facto que, em termos práticos, obriga a um esforço de imaginação, reconhece Margarida. Mas, «em termos afectivos, nunca nos sentimos separados pela nossa filha, antes pelo contrário».

Inês está prestes a fazer três anos e ainda dorme ao lado dos pais, mamando quando lhe apetece. «Faz sentido para nós e para ela», resume Margarida. Até quando vão dormir em família não sabe – Margarida suspeita que a transição esteja para breve: Inês já declarou que «qualquer dia» se muda, definitivamente, para o seu quarto, onde já dorme as sestas -, sabe apenas que não quer saltar etapas. «Sinto que, desta forma, estou a respeitar o ritmo e o crescimento dela.»

Estar próxima, pele com pele, dar mama, calor, colo e afecto, de dia e de noite, é o que Margarida quer para a sua relação com a filha. Receio de atrasar a independência? «Para mim, é exactamente ao contrário: as crianças tornam-se autónomas tendo uma base de confiança, que se constrói respondendo às necessidades delas.» Inês não tem dificuldades ao nível da autonomia. Prova disso é a forma como decorreu a primeira sesta na escola. Inês, simplesmente, deitou-se na cama e dormiu. Sem mama, sem mãe, sem drama. «Para ela, a hora de ir dormir é um prazer.»

Educar uma criança para a independência é dar-lhe tempo para crescer, defende Margarida. Respeitá-la, dar-lhe segurança. Porque a autonomia não precisa de ser uma vitória das forças externas à criança. Também pode vir de dentro. A seu tempo

Helppppp....O meu filho já anda numa escola secundária!

O meu filho Martim está gigante e já entrou para o 5º ano. Se ir para o 2º ciclo já é coisinha para assustar qualquer pai, ir para...