sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A rapariga no comboio



Comecei na 2ª à noite e acabei na 5ª de manhã.
Um livro de fácil leitura que me obrigou a abri-lo mesmo quando os meus olhos já pediam para fechar, mesmo quando os meus filhos pediam atenção e eu tinha que fugir com ele (livro, entenda-se) para a casa de banho para ler só mais uma página em sossego!
Mesmo viciante!
Não sei bem porque o escolhi. Na altura, quando o vi numa das bancadas do continente, não sabia que era o grande livro sensação do momento...não fazia a mais pequenina ideia.
Não conhecia a autora e também não achei a capa particularmente bonita, mesmo assim agarrei nele e tive que o trazer.
Não podia ter ficado mais satisfeita por partilhar a história de Rachel, uma alcoólica, desempregada na casa dos 30 anos com "a vida feita num oito". Consegui identificar-me com ela imediatamente através da sua imaginação, de como observava uma casa por onde passava de comboio e imaginava toda uma vida para o casal que ali morava. Também eu costumo imaginar a vida das pessoas que por mim passam...baptizo-as, encontrou-lhes um passado e ofereço-lhes um futuro...divirto-me com isso!
O suspense, o crime, a investigação foram o casamento perfeito que fez com que não tivesse vontade de deixar o livro um só segundo!
Não posso dizer que não estava à espera de certos acontecimentos, mas achei que todos estavam bem escritos, estruturados e descritos com a conta certa de detalhes.
Deixa espaço para imaginar muito mais do que as palavras escritas contam, e eu adoro isso!
Quase certo que dará um belo filme.
Um bom livro para levar para a praia e ler ao som do mar...

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